Pequenas empresas têm baixa preocupação com gestão de pessoas, aponta pesquisa

Levantamento feito pela Associação Brasileira de Recursos Humanos constatou que as pequenas empresas ainda não perceberam a importância das pessoas para o desenvolvimento satisfatório dos negócios

Da Redação
Uma pesquisa promovida pela ABRH-Nacional (Associação Brasileira de Recursos Humanos) durante o maior congresso de gestão de pessoas da América Latina, o Congresso Nacional sobre Gestão de Pessoas (CONARH), evidenciou que ainda é baixa, no Brasil, a preocupação de pequenas e médias empresas com o tema gestão de pessoas. Entre os congressistas, ou seja, pessoas que pagam para assistir as palestras de especialistas no tema de gestão de pessoas, a maioria absoluta (52%) são de empregados de empresas do setor privado, que ocupam cargos de gestão (71%), atuam no RH (88%) e trabalham em empresas com mais de 500 empregados (65%).

Esse número muda pouco no que diz respeito aos visitantes, ou seja, aquelas pessoas que visitam a feira de negócios e as palestras de expositores e que têm acesso gratuito ao evento. Neste segmento, a maioria absoluta segue sendo de empregados de empresas privadas (55%), que ocupam cargo de gestão (44%), atuam no RH (68%) e trabalham em empresas com mais de 500 empregados (40%).

Segundo Ralph Arcanjo Chelotti, presidente da ABRH-Nacional, estes dados revelam que as grandes empresas já perceberam da importância das pessoas para o desenvolvimento satisfatório dos negócios, inclusive como diferencial competitivo, uma mensagem que ainda não contagiou de modo significativo as pequenas e médias empresas:

“Mais de 90% das cerca de 6 milhões de empresas no Brasil são pequenas e médias e de administração familiar, que costumam ter metodologias de gestão de pessoas diretamente associadas aos modos como os donos das empresas enxergam essa questão. Os dados mostram, claramente, que as pequenas empresas, mesmo quando podem ganhar conhecimento em eventos de gestão de pessoas gratuitos, como a EXPO ABRH, não aparecem em grande número”, explica Chelotti.

Esse quadro se torna ainda mais preocupante quando se observa que entre os visitantes da EXPO ABRH, exatamente aqueles que têm acesso gratuito, 53% não têm cargos de gestão de pessoas e são profissionais que almejam uma ascensão na carreira ou buscam recolocação no mercado.

 Para o presidente da ABRH-Nacional, embora se acredite que a valorização das pessoas é um movimento que já toma conta das empresas de modo geral, essa não é uma realidade que possa ser extrapolada para todas as empresas do país, pois a grande maioria delas, no universo das pequenas e médias, têm modelos de gestão de pessoas ainda primitivos.

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