São Paulo é o estado com maior número de empreendedores informais do País. Do total de 19,2 milhões de pessoas que trabalharam por conta própria, 3,4 milhões (18% do total) estão nos 645 municípios do Estado de São Paulo, de acordo com a pesquisa “Características do candidato a Empreendedor Individual no Estado de São Paulo”, realizada pelo Sebrae-SP.
Para se ter uma ideia, somente na capital, são 1,036 milhão de trabalhadores por conta própria. O número corresponde a 30% do total de empreendedores do estado.
Entre as regiões metropolitanas no estado, a de São Paulo - que possui 39 municípios, incluindo a capital - concentra a maior quantidade de informais: 1,6 milhão - (equivalente a 47% do total em SP). Já os 19 municípios da região de Campinas possuem 6%, enquanto as nove cidades da Baixada Santista têm 4%.
Perfil dos informais
A maior parte dos informais do estado - 56% do total - possui até oito anos de estudo, enquanto 12% têm 15 anos ou mais de escolaridade. O setor de comércio e reparação é o que concentra maior parte de informais: 28%. Em seguida, aparecem os setores de serviços (26%), construção civil (17%) e indústria de transformação (15%). No setor agrícola, a participação de informais é de apenas 4%.
A pesquisa ainda revelou que 40% dos informais estão em atividades de produção de bens e serviços e de reparação e manutenção. Em seguida, aparecem os vendedores e prestadores de serviço do comércio (21%), trabalhadores dos serviços (15%), profissionais das ciências e das artes e técnicos de nível médio (cada um com 10%).
Um dado curioso do estudo é que, entre os trabalhadores por conta própria em São Paulo, 26% já contribuem para a Previdência Social. Além disso, 97% dos informais possuem aparelho de televisão, 94% têm rádio e 90% contam com telefone em casa, além de 37% já possuírem computador.
Sobre o Empreendedor Individual
A partir de 1º de julho, taxistas, sacoleiras, motoboys, costureiras, vendedores ambulantes, artesãos, manicures, borracheiros, gesseiros, eletricistas, chaveiros e salgadeiras, entre outros trabalhadores informais, poderão legalizar seus negócios, porque, nesse dia, entra em vigor a recentemente criada figura jurídica do Empreendedor Individual.
A formalização será feita pela internet no endereço www.portaldoempreendedor.gov.br. A principal vantagem da adesão é o custo-benefício: pagando pequenos valores fixos mensais, o empresário terá acesso à Previdência Social, que garante a renda do trabalhador, em casos de doença, acidente, gravidez, prisão, morte e aposentadoria.
A figura garante ainda o acesso ao crédito na rede bancária, com a possibilidade de provar a renda. Por fim, o Empreendedor Individual poderá fechar negócio com outra empresa e até mesmo com o governo, já que terá notas fiscais para demonstrar a operação de compra. A rigor, o inscrito não precisa emitir nota fiscal para todas as operações, exceto no caso de vender para outra empresa.
Quem pode aderir?
A figura do Empreendedor Individual (MEI) foi criada pela Lei Complementar 128 de 19/12/2008, que define que se trata de um empresário sem sócios e que tenha receita bruta anual de até R$ 36 mil. A legislação estipula 170 categorias que podem se enquadrar no MEI.
Quem aderir ficará isento de quase todos os tributos, pagará mensalmente 11% do salário-mínimo, além de R$ 1 de ICMS (se for comércio ou indústria) ou R$ 5 de ISS (caso seja prestador de serviço), ambas as taxas cobradas simbolicamente. No caso de possuir empregado, também recolherá 11% referentes ao INSS e 8% referentes ao FGTS. Além disso, terá de cumprir todas as demais obrigações trabalhistas. Por fim, vale lembrar que, no ato da legalização, o informal está isento de todas as tarifas.
Por: Karin Sato
30/06/09 - 08h50
InfoMoney