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Ser um profissional novo na empresa já é um desafio, afinal você não conhece seus colegas de trabalho e precisa mostrar resultados. Neste ambiente diferente, a primeira reunião de negócios pode representar um desafio e tanto.

“Antes da primeira reunião de negócios, o profissional precisa entender o objeto da negociação, ou seja, ter clareza do que a empresa vai tratar naquele encontro. Por isso, é fundamental que o novato saiba o maior número de informações possíveis do interlocutor. Assim, se a reunião for com representantes de outra empresa, procure conhecer o histórico e a missão desta companhia”, destaca o consultor do Idort/SP, José Nunes Gentil.

Além disso, o consultor listou os dez erros mais comuns que um colaborador pode cometer na sua primeira reunião de negócios:

  1. Marca Registrada - Falar mais do que ouvir logo de cara pode causar muita antipatia, o ideal é ser comedido;
  2. Silêncio Absoluto - Por outro lado, Gentil ressalta que não participar da reunião ou fazer gestos involuntários durante o encontro, como uma careta pode parecer falta de interesse;
  3. Confrontar - Ao invés de falar eu não concordo com isso, porque não comentar o “e se nós…”, mostrando outras possibilidades concretas para o tema em discussão;
  4. Eu prometo! - Prometer e não cumprir é um erro bastante comum para os iniciantes que querem mostrar serviço a qualquer custo;
  5. Racional demais - Imaginar que para que hajam mudanças na empresa basta colocá-las no papel é um grande equívoco. O profissional precisa ter consciência de que qualquer mudança gera uma alteração no comportamento da equipe e deve estar preparado para isso. Exemplo: se a empresa opte por um novo software, por mais que ele seja para aumentar a produção, levará um certo tempo para que isso ocorra;
  6. Tudo no seu ritmo - As pessoas têm ideias diferentes e formas de raciocínio diversas. Porém, em reuniões os novatos tendem a aceitar as ideias ou projetos dos colegas que são mais parecidos com as suas percepções, resistindo os antagônicos;
  7. Complexo de inferioridade - Decidir não opinar na reunião por ter vergonha ou não se achar capacitado é bastante frequente para os novatos da casa. Por isso, se você ficou com dúvidas de um processo discutido no encontro, pergunte;
  8. Negociação é tudo igual - Achar que todo o seu conhecimento em negociação pode ser aplicado à toda e qualquer discussão é um erro. Lembre-se de que cada empresa possui a sua peculiaridade de mercado;
  9. No túnel do tempo - Comparar os métodos de negociação aplicados na sua empresa anterior deve ser evitado. Mencione esses procedimentos apenas se lhe for perguntado;
  10. Crer 100% nas opiniões - Um fato ou estimativa não há o que contestar, mas uma opinião sim, por isso sempre consulte outros pontos de vista sobre determinado assunto;

Como amenizar?
Cometeu algum destes tropeços? Uma das saídas para amenizar esses erros, segundo o consultor, é pedir um feedback para dois ou três colegas que participaram da reunião.

“Pergunte como foi a reunião e o que aquela pessoa achou do seu desempenho. Mas cuidado! Se o ambiente no qual você convive parece uma guerrilha, não peça feedback, pois você pode ter uma visão distorcida da sua participação”, conclui Gentil.

Por: Luana Cristina de Lima Magalhães
14/05/09 - 16h10
InfoMoney

mai 15

Para o diretor de Administração e Finanças do Sebrae, Carlos Alberto dos Santos, a criação do Fundo Garantidor de Crédito para pequenas e médias empresas, anunciada pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, na quarta-feira (13), reforça a agenda de desenvolvimento nacional com foco no segmento.

“Certamente esse novo fundo vai aumentar os resultados no que se refere ao acesso ao crédito, já demonstrados pelo Funproger, com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador, o FAT, e do Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas, viabilizados com recursos orçamentários do Sebrae”, explicou à Agência Sebrae.

Segundo ele, o problema de acesso ao crédito relacionado à falta de garantias é um fato. E são sempre bem-vindas alternativas que mudem essa realidade e combatam gargalos. “Nós, do Sebrae, temos destacado sempre que, com ou sem crise, o problema é de acesso e não de falta de linhas de financiamento. Os recursos estão disponíveis para empréstimos nos bancos públicos e privados”.

Crítica
O presidente da CNI, Armando Monteiro Neto, disse que a medida do governo é importante. No entanto, ele afirmou que ela, sozinha, não resolve o problema do alto custo do crédito no Brasil.

“O presidente Lula e o setor empresarial destacaram, com ênfase, que ainda têm muita preocupação com o spread bancário, com o custo do crédito no Brasil, que continua extremamente elevado”, disse Monteiro Neto, ao deixar a reunião do GAC (Grupo de Monitoramento da Crise), em Brasília, que contou com a participação do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e de ministros que têm tomado decisões na área econômica.

O presidente da CNI destacou que ficou claro, durante a reunião, que os empresários, e também o governo, fizeram o mesmo diagnóstico: a taxa básica de juros (Selic) cai de forma expressiva, mas os juros para o consumidor e para a pequena e média empresa não caem. Os altos juros cobrados pelos bancos são pautados, principalmente, no risco de inadimplência (quanto maior o risco, mais caro é o crédito) e nos depósitos compulsórios, definidos pelo Banco Central.

Problema crônico
Para Monteiro Neto, a solução para a questão do crédito no Brasil, tanto da liquidez quanto dos preços cobrados pelo dinheiro, não pode ser resolvida de um dia para o outro. Além disso, em sua opinião, não há uma receita simples para tal.

“É claro que estamos discutindo tudo isso, neste momento de crise, em que os bancos estão mais avessos ao risco, em que as linhas externas secaram. A questão se tornou ainda mais complexa, mas todos temos a obrigação de atuar nessa agenda”.

Ainda de acordo com ele, a solução para o problema passa pela mudança do regime de depósitos compulsórios, pela criação de incentivos para os bancos, pela revisão da tributação incidente sobre o crédito e pela aprovação pelo Congresso Nacional do cadastro positivo, que premia os bons pagadores, atingindo assim o problema do risco do crédito.

Sobre o fundo
O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) deverá totalizar R$ 4 bilhões e será composto principalmente por recursos do Tesouro Nacional, que responderá pela maior parte. Ainda serão pedidas contribuições dos bancos, e o tomador dos recursos também deverá colaborar pagando ao próprio fundo uma taxa de 0,5% sobre o valor da operação contraída.

Segundo Mantega, o Tesouro deverá, inicialmente, aportar R$ 2 bilhões, mas depois deverá complementar o montante. A criação do FGC, segundo ele, será formalizada por meio da publicação de Medida Provisória na próxima semana.

Por: Karin Sato
14/05/09 - 15h37
InfoMoney