mar 30

A crise que atinge vários setores econômicos, entre eles, o da exportação das grandes empresas pode ser, por outro lado, uma excelente oportunidade para as micro e pequenas empresas. Esta é a avaliação do analista de comércio exterior do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior ), Carlos Tavares.

Segundo informações da Agência Brasil, Tavares afirmou que o Brasil não está sendo tão atingido pela crise, como alguns países da Europa ou até mesmo os Estados Unidos.

“O Brasil não está sendo tão atingido pela crise, como diversos países da Europa ou os Estados Unidos e a China. Além disso, as grandes empresas são as que mais sofrem com essa restrição de crédito, já que em geral necessitam de um volume maior de captação para desenvolverem seus projetos. A pequena empresa tem maior mobilidade e, conseguindo pequeno volume de crédito, pode aproveitar essa fase para conquistar novos mercados”, ressaltou.

Microempresas
O analista destacou que muitos empresários de pequeno porte deixam de ganhar mais porque desconhecem os procedimentos para inserção no mercado internacional. Tavares lembrou ainda que não existe um ramo com mais possibilidades de sucesso na venda para outros países, mas é preciso se adequar às exigências externas.

“O mercado internacional tem espaço para diversos setores, não há um específico com mais chances de dar certo. O que existe é uma série de normas e regras que os exportadores precisam conhecer. É possível exportar tudo, basta estar preparado para cumprir as exigências do mercado internacional“, acrescentou.

Exportações no Brasil
Dados do MDIC apontam que existem hoje no País cerca de 20 mil empresas que exportam. Dessas, quase metade é formada por micro e pequenos empreendimentos. Ao todo, no ano passado, o país contabilizou a exportação de R$ 197 bilhões.

“Desse montante, apenas R$ 3 bilhões são relativos aos negócios de menor porte, um volume ainda considerado pequeno”, disse Tavares.

Por: Luana Cristina de Lima Magalhães
30/03/09 - 12h16
InfoMoney

mar 30

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou, nesta segunda-feira (30), a isenção de Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) para setores considerados como prioritários para a região de abrangência da SUDAM (Superintendência de Desenvolvimento da Amazonia), com o objetivo de baratear produtos nacionais.

A medida, que já foi assinada pelo vice-presidente da República, José Alencar, será publicada na terça-feira (31) no Diário Oficial da União (DOU) e passa a valer a partir de 1º de abril.

No anúncio, o ministro da Fazenda afirmou que o objetivo é fazer com que os produtos brasileiros fiquem mais baratos, para atingir um patamar de competição internacional.

Setores
Confira abaixo quais os setores que serão beneficiados com a isenção do IRPJ:

Para compensar a perda na arrecadação, o Governo ainda anunciou a elevação do PIS/Cofins e do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para cigarros, o que resultará em um alta de 30% no preço do produto.

Por: Flávia Furlan Nunes
30/03/09 - 11h58
InfoMoney

mar 25

Das 48.000 micro ou pequenas empresas do estado do Rio Grande do Norte, 90% não têm sites, não conhecem os clientes e não realizam processos de pós-venda, de acordo com o consultor Rodrigo Freitas, que presta serviços à Federação do Comércio do Rio Grande do Norte.

Freitas aponta a falsa idéia de que os pequenos empresários têm a respeito da automação comercial. ‘Muitos pensam que automatizar significa pagar mais impostos e que é só serve para empresas grandes. A automação é destinada a empresas de todos os portes e muito importante para as micro e pequenas‘, disse Freitas ao Correio da Tarde, de Natal e Mossoró.

‘No interior, o interesse por capacitação é maior, entretanto a carência também é maior, porque eles acreditam que a cultura dos clientes não é desenvolvida o suficiente para justificar o investimento em automação. Até porque eles têm uma capacidade de investimento menor’. Na capital, a falta de interesse pela capacitação é outra. ‘A diferença é que, em Natal, os empresários se consideram automatizados sem ser, apenas porque têm um computador na empresa. Na verdade, eles são minimamente informatizados. Alguns nem sites têm’, conta.

Segundo ele, os benefícios da automação podem e devem estar presentes em todos os momentos administrativos e financeiros de uma empresa: controle de fornecedores, de estoque, clientes, contas a pagar e a receber, inadimplência, liberação de cheques, ajustes de preços e comissões de vendedores e consulta ao SPC e Serasa. ‘A partir do momento em que se usa um leitor ótico e impressoras de etiquetas código de barras, se consegue agilizar as vendas e diminui a possibilidade de erro das operações, diferente das feitas de forma manual’, ressaltou.

PEGN - Notícias - tecnologia

mar 25

Do G1

O Comitê Gestor do Simples Nacional, também conhecido como Supersimples, aprovou alteração no prazo de pagamento do imposto único cobrado das micro e pequenas empresas enquadradas no programa e concedeu cerca de cinco dias a mais de prazo por mês, informou nesta terça-feira (24) a Secretaria da Receita Federal.

O Supersimples, regime pelo qual micro e pequenas empresas têm apenas um tributo por mês, contava com 3,1 milhões de empresas inscritas em dezembro de 2008. Em 2009, já foram aprovados 190.000 novos pedidos de adesão. 

Prazo estendido
Pela regra anterior, as empresas do programa tinham de pagar o imposto até o final da primeira quinzena de cada mês. Com a nova regra, podem passar a recolher o tributo somente no dia 20. No mês que vem, isso poderá ser feito na nova data (20 de abril), referente aos fatos geradores de março.

Segundo o secretário-executivo do Comitê Gestor do Simples Nacional, Silas Santiago, a medida foi tomada por conta dos efeitos da crise financeira internacional na economia brasileira, que diminuíram o acesso ao crédito. Com a alteração, as empresas poderão ficar cerca de cinco dias a mais por mês com os recursos em caixa, diminuindo, mesmo que temporariamente, a necessidade de buscarem linhas de capital de giro

mar 25

Caiu de 152 para 20 dias o tempo médio para abertura de empresas no Brasil. É o que mostra levantamento feito pelo Sebrae e que aponta Maceió como o local onde é mais fácil abrir um negócio, com três dias para expedição de alvará definitivo, tanto para atividades de baixo risco quanto de alto risco. Em Petrópolis (RJ), Porto Velho e mais nove municípios de Rondônia, o alvará provisório para os negócios de baixo risco sai em apenas dois dias, sendo que para os de alto risco, em Petrópolis, sai entre 10 e 15 dias, e os outros em até 90.

Já o local onde é mais demorado abrir uma empresa é Salvador. Lá, o empreendedor pode levar até seis meses para conseguir o documento, seja qual for a atividade. A capital baiana é seguida por Recife, que gasta 45 dias para liberar o funcionamento das atividades de baixo risco. Para as de alto risco, além da Bahia e Pernambuco, a demora está principalmente nos estados do Amazonas, Amapá, Ceará, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pará e Rondônia. Neles, esse prazo pode chegar a até três meses.

O levantamento foi feito com profissionais de contabilidade, juntas comerciais e unidades do Sebrae nos estados, tendo como base dados das juntas, da Receita Federal e de governos estaduais e municipais. O mapeamento aponta que a causa principal da demora para abrir uma empresa está nos municípios, responsáveis pela expedição do alvará de funcionamento dos negócios.

A Lei Geral da Micro e Pequena Empresa (Lei Complementar 123/06) prevê a expedição de alvará provisório para atividades de baixo risco antes das vistorias. “O problema é que muitos municípios não estão cumprindo a lei e querem fazer a vistoria antes do início da atividade“, explica Helena Rego, analista de Políticas Públicas do Sebrae. Ela reforça que mesmo onde há centrais de atendimento empresarial, que reúnem os órgãos responsáveis pela abertura de empresa, se a prefeitura não liberar o alvará, o negócio não pode funcionar.

Helena cita como exemplo Florianópolis, onde a Junta Comercial possui o Sistema de Registro Integrado (Regin), que permite ao empreendedor obter em apenas duas horas a inscrição estadual, a inscrição no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) e o Número de Identificação do Registro de Empresas (NIRE). Mas a liberação do alvará provisório demora uma média de 30 dias. Já em Rio do Sul, outro município catarinense onde também funciona o Regin, a empresa pode ser aberta em apenas sete dias, porque também há agilidade no município.

A analista também comenta o caso de Salvador, onde, mesmo com a Central de Atendimento Empresarial reunindo os órgãos responsáveis pelo processo de abertura de empresa, incluindo a prefeitura, a demora é de 20 a 180 dias, especialmente por causa do alvará. Na avaliação de Fernando Lopo, empresário do setor contábil naquele estado, o problema ocorre especialmente porque o processo começa pela Superintendência de Controle e Ordenamento do Uso do Solo do Município (Sucom), que normalmente demora nas suas avaliações.

“Se começasse pela Secretaria de Fazenda, como ocorre em outros municípios baianos, ela poderia expedir o alvará provisório e, depois, a Sucon faria suas vistorias, liberando o empresário para começar a trabalhar”, diz. Ele exemplifica a dificuldade. Conta que há clientes “lutando” há cerca de quatro meses para abrir uma empresa e sofrendo prejuízos inclusive com aluguel de espaço para funcionamento.

“O problema é que o município não regulamentou a Lei Geral da Pequena Empresa e os técnicos não reconhecem a expedição do alvará provisório antes das vistorias”, reforça a gerente de Políticas Públicas do Sebrae na Bahia, Hilcéia Patriarca.

Exemplo
“Articulação, integração e disposição política dos gestores públicos são motores que deram agilidade aos trabalhos e garantem que o alvará saia em até três dias em Alagoas”, avalia a gerente de Políticas Públicas do Sebrae em Alagoas, Izabel Vasconcelos. É a mesma avaliação que faz sobre o que ocorre em mais 20 municípios do estado abrangidos pela Central de Atendimento Empresarial de Arapiraca e onde o tempo médio para abertura de empresa é de até sete dias.

Outros municípios dão exemplo de agilidade na expedição do documento para atividades de baixo risco como São José dos Campos (SP) e São Caetano do Sul (SP), com três dias; Barra Mansa (RJ), com cinco dias, Nova Iguaçu (RJ) e Boa Vista (RR), com sete; Belo Horizonte e mais 25 municípios de Minas Gerais com oito dias; Natal, com 10, e Porto Alegre (RS) com 12.

Levam até 15 dias Goiânia, Campina Grande (PB), Taguatinga (DF) e Rio de Janeiro (RJ). Em São Luís, Curitiba, Cascavel (PR), Maringá (PR) e Londrina (PR) são 15 dias úteis. Levam até 20 dias Manaus e Coari (AM), Vitória, Colatina (ES) e Cachoeiro de Itapemirim (ES). Em até 25 dias está Brasília (DF). Em Fortaleza e Juazeiro do Norte (CE) a espera é de 25 dias úteis.

A lista de onde a demora na expedição do alvará também para atividades de baixo risco inclui ainda cidades como Cuiabá, com 32 dias; Teresina, com 31. Rio Branco, Campo Grande, Belém, Palmas, Macapá e João pessoa levam até 30 dias.

Da Agência Sebrae de Notícias

mar 23

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Novas condições

Fonte - site Banco do Brasil

mar 20

Ultimamente, como você tem se comportado, no que se refere ao trabalho? Você fala do seu emprego o tempo todo? A sua vida social e pessoal foi deixada de lado? Como descobrir se o trabalho virou um excesso na sua vida?

De acordo com o gerente de projetos do Grupo Soma, Paulo Ishimaru, o trabalho sempre tem de ser levado a sério, entretanto, nunca o profissional deve deixar de lado a preocupação com seu bem-estar.

Cuidados com a saúde, como a prática de esportes; o lazer; o aprimoramento profissional; e, sem dúvida, o tempo para a família e os amigos têm de ser prioridades, pois, quando todos esses elementos estão bem, o seu trabalho também estará”.

O segredo
Segundo Ishimaru, muitas vezes, o profissional não consegue organizar seu tempo e isso faz com que perca todo o controle que ele teria sobre a sua vida pessoal e profissional. “Administrar o tempo, estabelecendo prioridades, é o melhor caminho para a pessoa não perder de vista sua vida pessoal”.

Na opinião de Ishimaru, outro fato que deve ser levado em conta, nos casos do excesso de trabalho, é o momento profissional do indivíduo, seja ele autônomo ou colaborador.

“Em algumas ocasiões, haverá a sazonalidade de trabalho, ora pela entrada de um novo cliente para empresa, um novo pedido de serviço, uma fusão ora por tantas outras variáveis. O importante é já ter em vista uma programação de atividades ou um plano de contingência, para enfrentar esses momentos de maior fluxo de trabalho.”

Porém, Ishimaru alerta que, se o problema for frequente, o profissional ou o departamento de Recursos Humanos da empresa devem monitorar a necessidade de contratação de um novo colaborador, para que o trabalho seja realizado com todo respeito à capacidade física e mental do seu quadro de funcionários.

Excesso de trabalho e reconhecimento
Muitos profissionais podem acreditar que, por trabalhar em excesso, os seus líderes irão reconhecer seu esforço. Mas nem sempre isso é verdade.

“Se o profissional trabalha demais, por necessidade da empresa, com certeza seus superiores vão enxergar com bons olhos essa iniciativa. Mas, se a pessoa estiver trabalhando demais por falta de capacidade de realizar sua jornada normal de trabalho, seus superiores, ao contrário da primeira situação, irão desvalorizá-la, pois ela estará consumindo horas adicionais da empresa em uma atividade que deveria estar pronta. Neste caso, há um impacto direto para a empresa, pois ela terá de pagar horas extras desnecessárias”.

Ishimaru ressalta ainda que os colegas de trabalho, mais próximos, saberão claramente se a pessoa está com dificuldades profissionais, e isso pode gerar um desconforto na equipe.

Prejuízos
Além dos possíveis problemas de saúde, o trabalho demasiado também pode causar prejuízos na carreira.

“No âmbito profissional, essa pessoa pode perder oportunidades internas de alcance de metas ou de treinamento e aperfeiçoamento, e isso pode acarretar a sua estagnação”, diz Ishimaru.

Como mudar
Para Ishimaru, a melhor forma de mudar essa situação de trabalho em excesso é buscando uma solução em parceria com a empresa.

“Buscar, em conjunto com a empresa, a melhor forma de realizar suas tarefas, seja com a contratação de novos colaboradores seja buscando mecanismos de otimização de tempo, por meio de novas práticas ou tecnologias, é o melhor a ser feito”, finaliza.

Por: Luana Cristina de Lima Magalhães
20/03/09 - 16h29
InfoMoney

mar 20

No ambiente de trabalho, quando alguém tem uma dúvida na atividade, recorre a você para perguntar sobre o assunto? Antes de tomarem determinadas atitudes, os colegas da sua equipe costumam consultá-lo? Já viu alguém copiar uma atitude sua, ou uma forma que realizou seu trabalho? Se você se depara com esse tipo de situação a todo o momento, pode ter certeza: você é uma referência para a equipe.

Enfim, de acordo com o gerente da Robert Half, Fabio Saad, “quando as pessoas o respeitam e ouvem com atenção o que você diz, com o objetivo de aprimorar o próprio trabalho, além de o recomendarem a outras pessoas e promoverem suas realizações ou postura, de forma natural”, pode-se dizer que você é uma referência no trabalho.

Já para o diretor executivo do Grupo Soma, Arlindo Felipe Jr., o profissional é uma referência quando ele tem autoridade moral, o que pode ser percebido por meio de consultas dos colegas, validação, verificação, de maneira formal ou informal.

“O profissional referência tem um comportamento natural no domínio do assunto, normalmente suas soluções ou opiniões são com base em fatos e não “by the book” - nada contra auxílio teórico, é que nos momentos mais críticos ou mais importantes, nem sempre encontramos as respostas nos livros e sim na competência do capital humano“.

Profissional referência: quem é ele?
Ele não é necessariamente o líder da equipe, uma vez que qualquer um pode ser uma referência para um determinado assunto. Por esse motivo, pode causar ciúmes até mesmo na liderança.

De acordo com Saad, em caso de referência positiva, o profissional pode causar sentimentos ruins nos colegas de trabalho, como ciúmes, inveja, raiva e etc. “Neste caso, a referência precisa saber lidar com isso. Manter a humildade pode amenizar os impactos desses sentimentos”, afirmou o gerente.

Saad ainda afirmou que ele não é, necessariamente, aquele que está há mais tempo na empresa: “a referência é atemporal”, explicou.

Como chegar lá?
Para se tornar um profissional referência em qualquer empresa pela qual passar, o importante é “trabalhar com dedicação, buscando sempre o melhor para a empresa, ser ético e promover os resultados importantes para o grupo”, nas palavras de Saad.

Por isso, para se tornar uma referência, é necessário um tempo mínimo para as pessoas o conhecerem e ao seu trabalho. Nem sempre quem chega na companhia já é uma referência, a não ser que tenha muito reconhecimento na área em que atua.

De acordo com o diretor executivo do Grupo Soma, isso acontece de forma natural. O profissional referência gosta do que faz e é aplicado na absorção de novas informações técnicas, porque sente prazer na realização de suas atividades, comportamento que é percebido naturalmente.

Por: Flávia Furlan Nunes
20/03/09 - 13h54
InfoMoney

mar 20

Na terça-feira (24), a Receita Federal do Brasil irá reprocessar os 239.871 pedidos de opção pelo Simples Nacional realizados entre 1º de janeiro e 20 de fevereiro de 2009, que foram indeferidos, com o intuito de identificar os indeferimentos indevidos e garantir a entrada de mais empresas no sistema tributário simplificado.

A informação foi divulgada em comunicado do Comitê Gestor do Simples Nacional, emitido nesta quinta-feira (19).

A ação tem por objetivo detectar casos de empresas que tiveram os pedidos indeferidos por problemas de débitos tributários com a Receita Federal do Brasil que, na verdade, já não existiam.

Prazo para estados e municípios vai até o dia 23
Os estados e os municípios que perceberem problemas dessa natureza devem encaminhar para a Receita Federal até o dia 23 de março novos arquivos de pendências, retirando os CNPJs que tiveram a situação regularizada e tenham sido indeferidos indevidamente.

Dos 502.639 pedidos feitos para ingressar no Simples Nacional nesse período, 239.871 foram indeferidos e outros 262.768 conseguiram ingressar no sistema.

Por: Karin Sato
20/03/09 - 08h15
InfoMoney

mar 18

Indicar um amigo para exercer um cargo na mesma empresa em que você atua pode ser um sonho ou um pesadelo. Mesmo assim, líderes arriscam e indicam contatos pessoais para ocuparem uma vaga em aberto. Quais são os riscos dessa atitude?

De acordo com a coordenadora de recrutamento e seleção da Ricardo Xavier Recursos Humanos, Priscilla Telles, o líder precisa ser cuidadoso com a prática de indicações profissionais.

“Quando realizamos uma indicação, estamos recomendando a qualidade profissional de um indivíduo e, por isso, o seu desempenho, tanto positivo quanto negativo, será vinculado à nossa imagem na empresa“.

Priscilla ressalta ainda que, para realizar uma indicação, o líder precisa ter certeza da qualidade técnica do profissional e também de sua adequação comportamental à organização.

Como contratar?
Na hora de contratar um profissional, Priscilla destaca que o gestor deve analisar se é uma indicação de cunho profissional (racional) ou pessoal (emocional) e se realmente atende às expectativas da empresa e às exigências do perfil da vaga.

“O gestor não deve descartar o processo de seleção convencional utilizado na organização. Com isso, o indicado deve ser incluído como mais um candidato e sem nenhuma prerrogativa em relação aos demais. A capacidade técnica e as características comportamentais devem ser avaliadas assim como a adequação à empresa“.

Contratação
Na opinião de Priscilla, ao errar em uma contratação, o gestor aumenta as despesas da empresa, além provocar uma desmotivação na equipe.

“Uma contratação errada traz muitas despesas para a empresa, considerando-se os investimentos para o recrutamento, seleção, adaptação e treinamento. Quando isso ocorre, o gestor pode ter uma equipe desmotivada, não propriamente por ter executado uma contratação errada, mas por outros motivos como: não ter valorizado seus colaboradores, sobrecarga da equipe durante o processo de seleção e ambientação do novo funcionário, além do desânimo de retroceder novamente à fase de busca de um novo profissional“.

Errei, e agora?
Caso a pessoa indicada não corresponda às expectativas, Priscilla aconselha que o gestor deve adotar uma postura profissional.

“No caso de não adequação, não se deve deixar de avisar a organização de sua decisão, pois isso pode gerar conflitos desnecessários e desinteressantes para o gestor“.

Quando o QI é válido?
Priscilla revela que ter pessoas de confiança (técnica e comportamental) em sua equipe é providencial, qualquer que seja o cargo. Se a pessoa se adequa à equipe com que vai interagir, não existe motivo para não ter esse profissional na equipe. “Normalmente, se usa a indicação em níveis hierárquicos mais altos, como presidência, diretoria e gerência”, finaliza Priscilla.

Por: Luana Cristina de Lima Magalhães
17/03/09 - 14h49
InfoMoney

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